Monthly Archives: December 2013

Encontro Libertário do Interior

Encontro Libertário do Interior

ENCONTRO LIBERTÁRIO DO INTERIOR DE SÃO PAULO
Data: 25 e 26 de Janeiro
Local: Araçatuba

Comitê de Organização:

Liga Libertária – P. Prudente
Coletivo Libertário de Araçatuba – C.O.L.A.
Skate Punk – Assis
Kojax Anarcopunk – Pirapózinho
Núcleos Libertários do Interior de São Paulo

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Spain, Comunicado da Federação Anarquista Ibérica (FAI) contra a intervenção militarista na Síria

Global

Date Wed, 11 Sep 2013 22:07:33 +0300 

 

Desde a Federação Anarquista Ibérica (FAI) opomo-nos e condenamos de forma veemente a intervenção militar na Síria, assim como qualquer tipo de intervenção militar que aconteça no mundo. —- O povo sírio tomou parte nas revoltas da denominada Primavera Árabe, levantando-se contra a ditadura e a opressão do regime. As lutas intestinas pelo controlo político, religioso e económico daquela zona entre a Arábia Saudita e o Irão, assim como entre os Estados Unidos/Israel e a Rússia, conduziram a uma guerra totalmente sectária e sem quartel em que a vítima directa deste genocídio é o povo. —- Condenamos a estratégia dos Estados Unidos de criar confusão, manipular através de todos os meios de comunicação ao seu serviço e mentir para legitimar a intervenção imperialista, tal como fez noutras ocasiões no Afeganistão, Iraque ou Vietname e fará no futuro.

Ao mesmo tempo demonstramos o nosso asco e repulsa a todos os partidos e sindicatos espanhóis que, declarando-se de esquerda, apoiam genocídios como o que existe actualmente na Síria (pela acção do seu governo ou pela intervenção imperialista), assim como qualquer intervenção militar que desemboque numa carnificina humana.

Solidarizamo-nos com todos os povos e todos/as os/as trabalhadores/as dos países árabes, que lutam diariamente contra a opressão dos governos, dos estados, das religiões, e sofrem a repressão dos próprios governos e de todos os governos títeres dos interesses russos ou dos Estados Unidos, que só procuram defender os seus interesses espúrios face ao interesse dos/as trabalhadores/as e à liberdade dos povos.

Nem guerra entre povos, nem paz entre classes!

FAI

aqui: http://www.portaloaca.com/opinion/7945-comunicado-de-la-fai-en-repudio-a-la-intervencion-militarista-en-siria.html

Jovem anarquista Melissa Sepúlveda, é a nova presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile

Por Coletivo de Estudantes Libertários

http://ainfos.ca/pt/ainfos05761.html

Melissa Sepúlveda “Um dos desafios mais importantes é mostrarmo-nos como uma alternativa real” —- Melissa Sepúlveda, estudante de medicina de 22 anos, militante da Frente de Estudantes Libertários (FEL) e feminista libertária de “La Alzada”, foio eleitas, em meados de Novembro, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech) como candidata da lista “Lutar”, com 31,2% dos votos. Esta lista é a expressão de “um espaço de construção político e social que começa em finais de 2011 com a finalidade de fazer convergir diferentes projectos de base existentes na Universidade do Chile desenvolvidos por organizações e independentes de Esquerda com Intenção Revolucionária que apontam para o desenvolvimento de um projecto de Universidade e de educação ao serviço do conjunto social”, segundo explica o próprio programa. A FEL foi um animador e uma importante força dentro desta coligação ampla que não se articula apenas no momento das eleições estudantis, mas que trabalha nos espaços de construção e mobilização de forma permanente, desenvolvendo uima proposta de universidade dentro de um projecto de transformação social radical do Chile actual.

Conversamos com Melissa para que nos explique a aposta que como porta-voz da Fech terá no período actual. Clara e concisa, dá.nos um resumo dos desafios que o movimento popular, o movimento estudantil e o movimento libertário têm em momentos em que, ante a crise do modelo, o grupo no poder sente o imperativo de reformar para ganhar em governabilidade. No fim da entrevista há um link para o programa com que “Lutar” ganhou a presidência da Federação.

1.Os meios de comunicação social puseram enfâse no facto de você ser a primeira presidenta anarquista da Fech em 91 anos. Como vê este desafio para o movimento libertário, em particular para a FEL, ainda para mais quando assume não só o cargo máximo de representação da federação estudantil mais importante, mas também de um dos movimentos sociais mais importantes do país?

Um dos desafios mais importantes neste momento é poder mostrarmo-nos como uma alternativa real, para além do marginal que é a esquerda revolucionária… que não tem existido senão como uma esquerda à esquerda do Partido Comunista. É um desafio importante para a FEL porque através da federação, que é uma das vozes mais importantes dos movimentos sociais a nível nacional, podemos traduzir a aposta política para este período numa linguagem compreensível para a população. Também procuramos desestigmatizar o anarquista e o libertário que os meios de comunicação reflectem constantemente para a opinião publica.

2. Como vê a articulação entre o movimento estudantil com outros movimentos sociais?

Bom, essa é a primeira aposta que temos em “Lutar”. O que se procura é dar uma volta à condução da Fech para conseguir a articulação com outros sectores sociais. Nós afirmamos que a educação não é apenas um problema dos estudantes, mas sim que é um problema da desigualdade existente no Chile, e essa distribuição desigual da riqueza tem reflexos no modelo educacional, no modelo de saúde, na realidade laboral. São faces distintas de um mesmo problema e por isso procuramos a unidade dos sectores que se mobilizaram contra este modelo, fundamentalmente com o sector sindical, tentando articular um bloco multissectorial.

3. Uma das palavras de ordem do movimento anarco-comunista no período de rearticulação, que foi também assumida pela FEL, é que a unidade do povo deve ser forjada a partir de baixo e da luta… Como é que interpreta esta palavra de ordem?

Como uma aposta pela multisectorialidade. Fomos claros em que as alianças entre os dirigentes dos estudantes com a CUT (Central Sindical chilena) ou com a União Portuária não são suficientes, que os trabalhadores de base, que os estudantes de base, são parte de um mesmo projecto histórico e que deve ser construída uma unidade solidária, cooperativa, entre trabalhadores e estudantes de base.

4. Não é um segredo para minguém que se vive uma escalada das lutas populares no Chile e que diferentes sectores elaboraram diferentes propostas para enfrentar a conjuntura, alguns falam de assembleia constituinte, outros de ruptura democrática, etc. Você fala em traduzir a aposta política deste período para uma linguagem acessível para o comum das pessoas, de forma a converte-se numa alternativa real. Em que consiste essa alternativa?

O que está mais claro é que o actual período está marcado pela irreformabilidade do modelo neoliberal chileno e pela instabilidade que estão a gerar ou que podem gerar os movimentos sociais. Bachelet (presidente chilena) tentará dar governabilidade ao país. Têm que fazer reformas, sabem que o fechamento institucional que tem existido no Chile desde a ditadura tem que acabar. Se essas reformas colocam os movimentos sociais num novo patamar para a luta de classes no Chile, isso depende dos movimentos sociais, não é Bachelet que o cederá gratuitamente, mas deve ser uma conquista do povo. Há certos pontos chave de não retorno para este novo cenário de luta que devemos ser capazes de determinar… há alguns que foram colocados pelos movimentos sociais desde 2005 para diante, como o sistema previdencial, um código laboral que permita a negociação colectiva, a reforma tribut+ária, a educação, a redistribuição da riqueza mediante reformas na educação, reformas tributárias, a mesma capacidade de negociação colectiva… Sabemos que se precisa de uma nova constituição, mas há que discutir muito bem a proposta da Assembleia Constituinte, porque há que ver se isso é favorável ao movimento popular ou não. Bachelet tem legitimidade popular, isso é dito por todas as sondagens e assim é na verdade, mas ainda há muito medo devido à ditadura, medo a mudanças radicais e profundas… há que valorizar criticamente todas as propostas, porque todos estão de acordo em que o modelo necessita de mudanças.

aqui: http://anarkismo.net/article/26440

José Antonio Gutiérrez D.

COMEMORAR O BICENTENÁRIO DE MIKHAIL BAKUNIN

 

Viva a Anarquia

Viva a Anarquia

A 30 de maio de 2014 comemora-se o 200º aniversário de Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814–1876), ilustre militante do movimento de libertação revolucionário europeu, filósofo e um dos fundadores do movimento anarquista internacional.

Desde a sua entrada no círculo de filósofos de Stankevitch em 1830 e, mais tarde, nas fileiras do movimento revolucionário europeu, Bakunin chamou a atenção de seus contemporâneos. Influenciou de maneira decisiva a história dos movimentos de libertação social, revolucionários e anarquistas russos e europeus dos séculos XIX e XX. As ideias libertárias de Bakunin, que escreveu uma crítica visionária do “socialismo de Estado”, muito tempo antes do seu estabelecimento na URSS e nos países do Bloco do Oeste, assim como a crítica bakuniniana da religião, do patriotismo, do liberalismo e dos princípios do poder e da hierarquia, têm prevalecido como ideias atuais até nossa época.

Na Rússia, Bakunin sofreu durante anos, a censura e a difamação, primeiro por parte do czarismo, e mais tarde do poder “comunista”. As suas obras não foram publicadas no seu país durante mais de 50 anos. As suas ações foram silenciadas, ou mostradas de maneira muito caricatural. Desgraçadamente, esta tradição continua até hoje. Ao mesmo tempo, o número de investigações objetivas sobre a vida de Bakunin na Rússia continua sendo insignificante, e as pesquisas estrangeiras sempre tem sido de difícil acesso ou muito desconhecidas por parte dos pesquisadores estrangeiros como consequência dos obstáculos linguísticos e de informação. A personalidade apaixonada mas contraditória de Bakunin, suscita, amiúde, críticas prejudiciais e subjetivas, e é vítima de desinformações e deformações ideológicas que temos herdado de uma tradição liberal, conservadora e marxista.

Eventos http://bakunin2014.wordpress.com/

O Liga Libertária convoca manifestações em todas as cidades brasileiras a fim de demonstrar a força das idéias anarquistas.